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A cárie pode ser transmitida ao bebê?

A cárie dentária é uma doença multifatorial biofilme-açúcar dependente considerada um desequilíbrio conhecido como disbiose. Hoje em dia, a cárie, não é mais considerada uma doença infecciosa e transmissível. Na verdade, os hábitos de higiene e a dieta da família são incorporados na rotina da criança e estes fatores, sejam eles bons ou ruins, serão transmitidos. Por esse motivo, sabe-se que não faz sentido algum orientar mães que evitem o compartilhamento de utensílios com os bebês (testar a temperatura do alimento com a mesma colher) e que restrinjam afeto e carinho acreditando que a cárie será prevenida. O mais importante é transmitir ao bebê hábitos saudáveis, incentivar o consumo de alimentos naturais, e não fazer o uso do açúcar nos dois primeiros anos de vida, para que o seu desenvolvimento seja completo e pleno.

Então devo me preocupar o mais cedo possível em limpar a boca do bebê?

Não. Em bebês que ainda não têm dentes e que fazem uso do aleitamento materno, não há a necessidade de manusear e limpar dentro de sua boca. O uso de gaze, dedeiras, fraldas limpas e soluções líquidas para manusear a boca do bebê são desnecessários, uma vez que não há na literatura científica nenhuma evidência que suporte essa prática por parte do dentista ou do núcleo familiar.

Quando e como devo realizar a escovação dos dentes do meu bebê?

A higiene bucal deve ser realizada quando o primeiro dente do bebê irromper. O ideal é que seja realizada com a escova de dentes de cerdas macias e cabeça pequena, usando uma quantidade mínima(um grãozinho de arroz) de pasta de dentes fluoretada contendo flúor acima de 1000 ppm. Cremes dentais com menor concentração de flúor não possuem efeito preventivo nem terapêutico contra a cárie dentária.

Referências

Feldens, C.A. e Kramer, P.F. Cárie dentária na infância–Uma abordagem contemporânea. Ed. Santos. 2013.
Corrêa, M.S.N.P. Odontopediatria na primeira infância. Ed. Santos. 3ed. 2011.
Oliveira, B. H.; Santos, A. P. P.; Nadanovsky, P. Uso de dentifrícios fluoretados por pré-escolares: o que os pediatras precisam saber?  Residência Pediátrica 2012;2(2):12-9.

Equipe INNOVARAKIDS
Dra. Patrícia Tannure
Odontopediatra, Mestre e Doutora em Odontopediatria (UFRJ)
Prof. da UVA e SLM(RJ)


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A Fotobiomodulação, também chamada de laserterapia, tem acumulado, nas últimas décadas, evidências científicas importantes sobre os efeitos celulares e aplicações nas diversas áreas médicas e na Odontologia. Consiste na absorção da Luz pelas mitocôndrias das células presentes nos diversos tecidos, restabelecendo a saúde em doses terapêuticas. Existem estudos há mais de 30 anos e já é uma realidade em nosso dia-a-dia clínico. A falta de formação e conhecimento nesta atraente área do Laser, mostra ainda, alguns profissionais se negando a utilizá-lo, baseado em preconceitos e não em evidências científicas.

Entender qual efeito a Luz Laser causa nos diferentes tecidos biológicos nas diversas áreas da odontologia, como na periodontia, estomatologia, ortodontia, implantodontia, odontopediatria, e explorar as bases celulares e moleculares desses efeitos não se discute mais hoje. A grande questão é saber qual laser e qual a dose de energia entregar nos diferentes casos clínicos, ofertando melhores resultados e um maior cuidado à todos os pacientes.

O desenvolvimento das pesquisas dos lasers em odontologia encontrou uma importante aplicação do laser de baixa potência em pacientes submetidos à quimioterapia e/ou radioterapia de cabeça e pescoço e transplante de medula óssea, no tratamento preventivo e curativo da mucosite oral. Tem sido cada vez mais incorporada na área médica, trazendo importante melhora na qualidade de vida do paciente oncológico.

A Fotobiomodulação/Laserterapia apresenta uma série de mecanismos de ação para controle da dor, modulação do processo inflamatório e reparo, envolvendo o aumento da microcirculação local, angiogênese, vasodilatação, inibição de mediadores inflamatórios, ativação das células de defesa, efeitos antioxidantes e aceleração da cicatrização.Todos esses benefícios já são hoje uma realidade na melhora da qualidade de vida dos pacientes de todas as idades.

A grande questão é saber qual tipo de laser usar e qual dose de energia entregar para cada situação clínica a fim de favorecer os resultados e oferecer um cuidado a mais para todos os pacientes. Assim, diante de tantas evidências científicas e bons resultados clínicos e biológicos da laserterapia em cada um que busca ajuda, podemos utilizar essa tecnologia como um grande “Bem a favor da saúde”, tornando-nos melhores e únicos para os nossos pacientes.

Dra. Tatiana Franco
– Especialista em Periodontia-UFRJ e Implantodontia – UNIGRANRIO
-Mestra em Odontologia (Periodontia) – UVA/ RJ
-Habilitada em Laser – LELO-USP/CFO
-Pós-Graduada em Odontologia Oncológica – Instituto de Pesquisa Sírio
Libanês/SP
– Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Periodontia (SOBRAPE) e da
International Academy of Lasers in Dentistry (IALD)
-Diretora da INNOVARA-Odontologia Moderna

Ref.Bibl:
1- Low level laser therapy against radiation induced oral mucositis in elderly head and neck cancer patients-a randomized placebo controlled trial. J Photochem Photobiol B. 2015 Mar;144:51-6.Gautam AP, Fernandes DJ
2- The effects of lw level laser irradiation on gingival inflamation.Photomed Laser surg.2010;28(1):69-74 Pejcic A, Kojovic D, Kesic L
3-1- Systematic review of laser and other light therapy for the management of oral mucositis in cancer patients. Support Care Cancer (2013) 21:333–341


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julho 18, 2018 Saúde e bem-estar

O bruxismo é uma desordem funcional que se caracteriza pelo ranger dos dentes enquanto se dorme ou apertar os dentes em vigília.  Não é um problema recente na civilização: a tendência de ranger os dentes associada a problemas psíquicos acusa registros históricos primitivos.

É considerado muito comum nos dias de hoje, observado em todas as faixas etárias e  com semelhante prevalência entre homens e mulheres. Crianças que apresentam outras parafunções como – morder objetos e apertar os dentes em vigília – parecem ser  mais susceptíveis ao bruxismo noturno.

A causa do bruxismo é multifatorial podendo haver associação de fatores locais, psicológicos, sistêmicos ou ocupacionais e genéticos. O estresse, a tensão e a ansiedade relacionados frequentemente à atual vida moderna, parecem ser fatores bastante impactantes na população em geral.

O bruxismo é responsável pelos desgastes dentários, restaurações fraturadas e deslocadas, fraturas dentais, problemas periodontais, dores musculares, problemas articulares e próteses destruídas.

A dor de cabeça é o sintoma mais comum, mas podemos encontrar também com freqüência, dor e zumbido no ouvido, dor no pescoço, na mandíbula e nos músculos da face, estalos ao abrir e fechar a boca e alterações do sono.

Geralmente, o diagnóstico só é feito quando se procura uma assistência médica ou odontológica devido à  presença dos sintomas.

A forma de tratamento mais empregada para o alívio dos sinais e sintomas da disfunção músculo articular associada ao bruxismo é o uso de placas interoclusais, que ajudam a restringir os movimentos dos músculos mastigatórios e a reduzir o atrito que provoca o desgaste dos dentes.

O diagnóstico precoce e a instituição de um plano de tratamento específico, associado ou não a qualquer outro  tratamento,  devem ser  fundamentais  para a preservação dos dentes e a melhora da qualidade de vida em todas as idades.

Dra. Tatiana Franco – CRO RJ 21630 – Periodontia e Implantodontia
Dra. Fernanda Rodrigues – CRO RJ 39339 – Odontologia Estética


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julho 18, 2018 Saúde e bem-estar

Diabetes e Periodontite

As Doenças Periodontais e o Diabetes são doenças crônicas que apresentam uma relação bidirecional bem estabelecida e alta prevalência na população.

Revisões sistemáticas na literatura, ao longo dos anos, tornaram evidente o impacto da Periodontite na incidência, no controle glicêmico e nas possíveis complicações do Diabetes.

Há uma direta relação dose-dependente entre a severidade da Periodontite e as complicações do Diabetes.
Sendo assim, os diabéticos, devem ser informados de que apresentam um risco aumentado à doença periodontal, o controle da glicemia pode ser mais difícil e apresentam grande risco para doenças cardiovasculares e doenças renais na presença de periodontite.

Estudos atuais demonstram que diabéticos com Periodontite apresentam pior controle metabólico quando comparados à diabéticos sem periodontite e que uma relevante redução dos níveis de HbA1C (hemoglobina glicosilada) após o tratamento periodontal, pode evidenciar o importante significado clínico na diminuição do risco de infarto e mortalidade.

Portanto, uma cuidadosa avaliação periodontal com um preciso diagnóstico, deverá sempre fazer parte do tratamento e da manutenção do Diabetes tipo I, tipo II e gestacional.
Como o Diabetes, a Periodontite é uma doença crônica que, se não tratada, leva a perda dos dentes e requer manutenção ao longo da vida.

Visitas regulares ao Periodontista como parte do controle do Diabetes, e uma abordagem multiprofissional entre o médico endocrinologista e o Periodontista devem ser essenciais para a melhoria da qualidade de vida dos diabéticos.

Dra. Tatiana Franco – CRO RJ 21630
Especialista em Periodontia (UFRJ) e Implantodontia (UNIGRANRIO)
Habilitada em Laserterapia (CFO)


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julho 18, 2018 Saúde e bem-estar

Dormir bem é ter qualidade de vida!

A apneia do sono é uma síndrome responsável por desorganizar os movimentos respiratórios, sendo considerada um dos principais distúrbios do sono. Caracteriza-se pela obstrução parcial ou total das vias aéreas durante o sono, causando apneia – interrupção completa do fluxo de ar através do nariz ou da boca por um período de pelo menos 10 segundos – ou hipopneia, redução de 30% a 50% desse fluxo.

Os sintomas mais comuns são o ronco, a interrupção da respiração e o sono excessivo durante o dia. Nos casos mais graves, os portadores de apneia costumam acordar com a sensação de sufocamento, refluxo esofágico, boca seca e espasmo da laringe. O diagnóstico só pode ser estabelecido através da polissonografia, um exame que permite testar durante o sono os potenciais elétricos da atividade cerebral, dos batimentos cardíacos, os movimentos dos olhos e outros.

Diversos estudos mostraram que a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono , está associada ao aumento na incidência de infarto do miocardio, acidentes vasculares cerebrais e arritmias cardíacas. Uma vez diagnosticado o distúrbio, pode-se iniciar o tratamento com segurança e com o objetivo de devolver o bem estar e a qualidade de vida ao paciente.

As medidas terapêuticas a serem tomadas irão depender da gravidade, podendo variar desde medidas comportamentais, utilização da máscara nasal, utilização de aparelhos intraorais, tratamento farmacológico, cirurgias e terapias combinadas.

Os Aparelhos Intraorais são indicados para o tratamento de pessoas que apresentam sintomas leves e sempre representam parte do tratamento, que é multiprofissional e necessita da cooperação do paciente e de acompanhamento a longo prazo.

A decisão entre as diversas estratégias de tratamento irá depender do diagnóstico diferencial de um médico especialista em Medicina do Sono, associado ao laudo do exame de polissonografia.

A integração entre a Medicina e a Odontologia é fundamental para o tratamento dos distúrbios do sono e só assim será possível executar um tratamento adequado e acompanhar clinica e polissonograficamente a evolução dos casos até que o controle satisfatório seja estabelecido.

Dra.Fernanda Rodrigues
Especialista em Implantodontia e pós-graduada em Prótese e Odontologia Estética UNIP-SP


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julho 18, 2018 Ortodontia

O traumatismo facial com envolvimento de dentes é freqüentemente a principal razão para a admissão em hospitais e consultórios. Os incisivos centrais superiores (80%) são os mais envolvidos, seguidos dos laterais superiores e centrais e laterais inferiores. As principais causas desse tipo de acidente são as atividades esportivas e o comportamento rotineiro de crianças e adolescentes.

As lesões nos tecidos dentários variam com a intensidade do trauma ocasionando seqüelas como:

1) Necrose do tecido pulpar seguida do escurecimento do elemento dental e interrupção da formação da sua raiz (nos casos que envolvem pacientes jovens).

2) Infecção dos canais radiculares com a formação de lesões ósseas, fístulas e abscessos.

3) Destruição das raízes dentárias pelo próprio organismo (reabsorções radiculares).

4) Calcificação dos canais radiculares dificultando ou impossibilitando o tratamento endodôntico e o controle da infecção.

A orientação de um profissional especializado imediatamente após o trauma sobre os procedimentos imediatos, bem como o diagnóstico e o tratamento adequados, também são de extrema importância para o restabelecimento funcional e o controle das possíveis seqüelas.

O aparecimento dessas seqüelas pode ser a longo prazo, portanto, mesmo nos traumas de pequena intensidade, o acompanhamento de no mínimo 5 anos se torna fundamental para o prognóstico favorável do elemento dental traumatizado.

Técnicas modernas de tratamento endodôntico, com novos protocolos e materiais, e a possível revascularização desses elementos traumatizados, trazem novas esperanças de sucesso na manutenção dos órgãos dentários na cavidade oral.

Dr. Frederico Campos Manhaes
Especialista em Endodontia (FOC-RJ)
Especialista em Prótese(UVA-RJ)
Mestre em Reabilitação Oral (UVA-RJ)
Doutorando em Endodontia (UNICAMP-SP)


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julho 18, 2018 Saúde e bem-estar

Periodontite e Intercorrências Gestacionais

A gravidez é um período único na vida da mulher caracterizada por complexas mudanças fisiológicas que podem também afetar sua saúde periodontal.

Acredita-se que a periodontite pode gerar resultados adversos na gravidez como parto prematuro, baixo peso ao nascimento e pré-eclâmpsia . Diversos estudos em animais e humanos vêm contribuindo há 20 anos para o melhor entendimento da plausibilidade biológica existente e dos mecanismos envolvidos nestas associações.

Dois mecanismos tem sido propostos para o entendimento de como os microorganismos dos tecidos periodontais e seus componentes se disseminam pela placenta até o feto: a disseminação direta via circulação sanguínea e ou através do trato geniturinário ou indiretamente, por mediadores inflamatórios produzidos nos tecidos periodontais, através de respostas imunes da mãe, com grande capacidade de induzir complicações na gestação, dependentes do tempo e da severidade da exposição.

Assim, a mulher grávida, deverá estar sempre bem informada e motivada quanto à necessidade de manter hábitos saudáveis , incluindo cuidados de higiene bucal e estar acompanhada, se possível, por um periodontista do início ao fim da gestação.

Dra. Tatiana Franco
Especialista em Periodontia(UFRJ) e Implantodontia(UNIGRANRIO)
Habilitação em Laser(CFO)

Ref. Bibl. – Periodontitis and adverse pregnancy outcomes:consesus report of the joint
EFP – AAP – Workshop on Periodontitis and Systemic Diseases
J Clin Periodontol 2013; 40 (suppl.14)



Resp. Técnica: Dra. Tatiana Franco
CRO RJ 21630 | EPAO 369


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Bl. 01 – Sls. 216 e 217
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Barra da Tijuca – CEP 22640-000
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