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outubro 24, 2018 Odontopediatria

Quando o assunto é a saúde bucal da criança, o foco geralmente é a prevenção e/ou tratamento da doença cárie, visto que é a patologia que mais acomete a cavidade bucal durante a infância. Porém, apesar de menos prevalente nessa faixa etária, a doença periodontal merece atenção especial, pois é comum a presença de gengivite na dentição decídua e mista, que pode se agravar durante a adolescência, devido às mudanças de hábitos, alterações hormonais e o uso de aparelhos ortodônticos.

O principal  fator etiológico é o acúmulo do biofilme bacteriano e o seu estágio inicial, manifesta-se sob a forma de gengivite,  podendo ser modificada por fatores sistêmicos, utilização de medicamentos ou má nutrição.
O quadro clínico é caracterizado pela vermelhidão intensa e hipertrofia tecidual, sangramento espontâneo das gengivas ou provocado pela sondagem ou escovação dentária. As reações inflamatórias podem se tornar mais exacerbadas à medida que avança a idade das crianças.
Em fases posteriores, decorrentes da própria evolução, a doença pode se manifestar sob a forma de periodontite, com a inflamação envolvendo, também, todos os tecidos de proteção e de sustentação dos dentes, caracterizada pela perda do tecido conjuntivo de sustentação e do osso alveolar.

A Periodontite não é tão frequente, mas geralmente está  associada a fatores de natureza aguda ou crônica, decorrente de alguma condição sistêmica. As formas mais graves de periodontite em crianças geralmente são familiares, com uma predisposição genética para a doença agressiva, e o tratamento pode incluir antibioticoterapia, terapia não cirúrgica e cirúrgica.

Portanto, devemos  considerar  que o que é mais efetivo na diminuição da prevalência das doenças periodontais em crianças e adolescentes é o controle do biofilme bacteriano. Até os sete anos de idade, muitas crianças não têm coordenação motora suficiente para realizar uma correta higiene bucal, com escova e fio dental. Assim, os pais e/ou cuidadores devem  ser orientados a executar a higiene bucal das crianças, até que elas tenham mais destreza manual.

A atuação do odontopediatra na educação e prevenção das doenças Cárie e Periodontal é fundamental, não descartando o tratamento clínico quando for preciso e garantindo assim, a manutenção da  saúde bucal dos mais jovens ao longo da vida.

Dra. Paula Cunha
Especialista em Odontopediatria ABO-RJ
Pós- graduada em Odontologia para Bebês OCEX-RJ
Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Odontopediatria
Ref. Bibl.   Song HJ. Periodontal considerations for children. Dent Clin North Am 2013;57(1):17-37.


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outubro 19, 2018 Saúde e bem-estar

O bruxismo é uma desordem funcional que se caracteriza pelo ranger dos dentes enquanto se dorme ou apertar os dentes em vigília.  Não é um problema recente na civilização: a tendência de ranger os dentes associada a problemas psíquicos acusa registros históricos primitivos.

É considerado muito comum nos dias de hoje, observado em todas as faixas etárias e  com semelhante prevalência entre homens e mulheres. Crianças que apresentam outras parafunções como – morder objetos e apertar os dentes em vigília – parecem ser  mais susceptíveis ao bruxismo noturno.

A causa do bruxismo é multifatorial podendo haver associação de fatores locais, psicológicos, sistêmicos ou ocupacionais e genéticos. O estresse, a tensão e a ansiedade relacionados frequentemente à atual vida moderna, parecem ser fatores bastante impactantes na população em geral.

O bruxismo é responsável pelos desgastes dentários, restaurações fraturadas e deslocadas, fraturas dentais, problemas periodontais, dores musculares, problemas articulares e próteses destruídas.

A dor de cabeça é o sintoma mais comum, mas podemos encontrar também com freqüência, dor e zumbido no ouvido, dor no pescoço, na mandíbula e nos músculos da face, estalos ao abrir e fechar a boca e alterações do sono.

Geralmente, o diagnóstico só é feito quando se procura uma assistência médica ou odontológica devido à  presença dos sintomas.

A forma de tratamento mais empregada para o alívio dos sinais e sintomas da disfunção músculo articular associada ao bruxismo é o uso de placas interoclusais, que ajudam a restringir os movimentos dos músculos mastigatórios e a reduzir o atrito que provoca o desgaste dos dentes.

O diagnóstico precoce e a instituição de um plano de tratamento específico, associado ou não a qualquer outro  tratamento,  devem ser  fundamentais  para a preservação dos dentes e a melhora da qualidade de vida em todas as idades.

Dra. Tatiana Franco – CRO RJ 21630 – Periodontia e Implantodontia
Dra. Fernanda Rodrigues – CRO RJ 39339 – Odontologia Estética


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outubro 12, 2018 Laserterapia

Os Lasers de Baixa Potência vem sendo utilizado nas diversas especialidades da  Odontologia com sucesso há vários anos, proporcionando ao paciente uma série de benefícios.

Promovem a interação com constituintes das células do tecido alvo – interação fotoquímica – capaz de interferir no metabolismo celular.

O aumento da permeabilidade capilar – auxiliando na microcirculação e reparação tecidual –  neoformação tecidual, revascularização, redução de edema, analgesia da área e reparação tecidual mais rápida, são alguns dos efeitos da laserterapia nos tecidos moles.

Nos tecidos ósseos, observa-se um incremento na síntese óssea , aumentando assim a velocidade de osseointegração dos implantes, por exemplo. Como uma grande vantagem do uso dos Lasers de Baixa Potência, podemos considerar que é uma tecnologia de fácil aplicação e muito bem aceita pelos pacientes.

Na odontologia, os Lasers de Baixa Potência têm grande indicação na Periodontia, atuando de forma eficaz no tratamento da gengivite e periodontite , promovendo ações anti-inflamatórias e analgésicas,  diminuindo a sensibilidade pós-raspagem, facilitando a higienização do paciente e a recuperação clínica mais rápida.

A Terapia Fotodinâmica Antimicrobiana (aPDT) também é, sem dúvida, a inovação mais promissora desta área, sendo utilizada em processos de  redução do biofilme dental, descontaminação da superfície radicular e bolsas periodontais e morte ou redução de microorganismos.

Na Periodontia, o Laser de Baixa Potência deve ser associado aos tratamentos convencionais e cirúrgicos e nas demais especialidades odontológicas, utilizando sempre  protocolos estabelecidos na literatura para cada patologia específica.

E para finalizar, ressalto que um conhecimento científico sobre o Laser a ser utilizado, da patologia a ser tratada e de um senso crítico clínico profissional, serão sempre essenciais no sucesso da Laserterapia!

Dra Tatiana Franco
Especialista em Periodontia(UFRJ) e Implantodontia(UNIGRANRIO)
Habilitada em Laserterapia (CFO)

Ref. Bibl. Garcez, Aguinaldo Silva.Laser de baixa potência:princípios básicos e aplicações clínicas na odontologia.Elsevier, 2012


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setembro 24, 2018 Eventos

Celebrando o desejo em trazer para a clínica todas as novidades da odontologia contemporânea, a diretora e responsável técnico-científica, Dra. Tatiana Franco e sua equipe de odontopediatras, recebeu um seleto grupo de mamães no auditório do Barra Life Medical Center. As convidadas participaram de um bate-papo sobre saúde bucal de gestantes, bebês, crianças e adolescentes e criopreservação: armazenamento de células-tronco extraídas a partir da polpa do dente de leite.

Parceira da Innovara Kids, a R-Crio foi representada pela Dra. Flávia Mendonça, que falou sobre como os tratamentos com células-tronco estão cada vez mais acessíveis e eficazes, por isso, o armazenamento, a multiplicação e a preservação dessas células são uma forma cada vez mais concreta de preservar a saúde das novas gerações. Segundo a Dra. Flávia, essas células apresentam grande potencial de multiplicação para possíveis aplicações em futuras terapias. A possibilidade de aplicação no tratamento de diversas doenças (+ de 80) faz da coleta de células tronco dos dentes decíduos, uma possibilidade de melhora na qualidade de vida do indivíduo.

 

Fonte: R-Crio.

 

A Innovara Kids é credenciada com a R-Crio e está habilitada para realizar a remoção dos dentes de leite no momento certo e enviá-los para a R-crio para o armazenamento das células tronco e fornecimento de todas as informações necessárias.

Dra. Tatiana Franco e Dra. Flávia Mendonça da R-Crio

Dra. Tatiana Franco palestra para convidados

Dra. Patrícia Tannure (coordenadora do projeto Innovara Kids)

Dra. Aline Borburema Neves


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setembro 19, 2018 Odontopediatria

O papel dos pais ou responsáveis é fundamental no controle da cárie.  A criança não é capaz de cuidar-se e alimentar-se sozinha e precisa dos cuidados de um adulto. Abaixo, algumas informações importantes aos pais e cuidadores recomendadas pela Equipe INNOVARAKIDS:

• Participe do tratamento. Converse com a criança sobre a importância de cuidar dos dentes. Só assim a criança sente-se estimulada para cuidar da sua saúde e dos seus dentinhos.

• A cárie é uma doença multifatorial e associada a hábitos e comportamentos. Os pais são exemplos para as crianças e devem sempre manter uma adequada saúde bucal e ter bons hábitos de alimentação e higiene.

• A cárie é uma doença açúcar dependente. Deve-se evitar alimentos adocicados e adesivos como balas, pirulitos, chicletes, biscoitos recheados e refrigerantes.

• Dê preferência a alimentos salgados e frutas entre as refeições.

• Durante o dia a criança pode fazer a escovação sozinha. À noite, antes de dormir, a escovação e o uso do fio dental devem ser executados por um adulto (até os 8-9 anos de idade). Deve-se usar sempre pasta com flúor na concentração padrão (acima de 1000ppm).

• A criança deve escovar os dentes antes da consulta odontológica. Quando não for possível, deve trazer a escova para que a higienização ocorra no consultório.

• Uma escovação inadequada leva a lesões de cárie recorrentes em dentes que já foram tratados.  As restaurações ficam escurecidas e os curativos acabam se soltando, prolongando o tratamento.

• As consultas preventivas após o tratamento são fundamentais para o controle da doença. Não deixe de retornar com a criança para a prevenção!

• Os pais devem aproveitar o momento da escovação diária para      observar os dentes de seus filhos. A presença de manchas brancas é indicativa de início de cárie e assim que percebidas as crianças devem visitar o ODONTOPEDIATRA.

 

Até a próxima!

 

Equipe INNOVARAKIDS.


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setembro 13, 2018 Odontopediatria

A importância das orientações e uma avaliação criteriosa da cavidade bucal de nossas crianças pelo odontopediatra não é novidade para ninguém.  Este especialista é capacitado para o atendimento de gestantes (pré-natal odontológico), bebês, crianças e adolescentes e tem toda a paciência, carinho e estrutura adequada para isso.

Em se tratando de diagnóstico precoce, uma patologia dentária denominada Hipomineralização molar-incisivo (HMI) tem se destacado rotineiramente nos consultórios. A HMI é uma alteração do esmalte dentário, sem etiologia definida, mas provavelmente relacionada a prematuridade, ou fatores como infecções respiratórias, febres altas e doenças sistêmicas durante os dois primeiros anos de vida. Estudos científicos com crianças brasileiras relataram uma prevalência em torno de 20%, entretanto, um estudo realizado na cidade do Rio de Janeiro observou um dado que merece atenção: 40% das crianças apresentaram a patologia em questão.

Diferente da doença cárie, a HMI não está associada ao fator sócio-econômico e a uma dieta rica em sacarose, já que a mesma se caracteriza como um defeito durante a formação dentária. Normalmente é detectada por volta dos 6 a 7 anos de idade e caracteriza-se por opacidades bem delimitadas (manchas brancas, amarelas ou amarronzadas) e/ou fraturas de esmalte, que podem levar a exposição da dentina, sensibilidade e até mesmo cárie decorrente desta perda de estrutura nos incisivos e molares permanentes.

É importante ressaltar que crianças com HMI podem apresentar uma necessidade de tratamento odontológico até 10 vezes maior que outras sem esta patologia. A queixa estética nos incisivos quando a criança sorri pode ser um motivo pela procura ao dentista, mas nem sempre estão presentes. Os molares afetados necessitam de um recobrimento da superfície e um acompanhamento clínico pois, caso contrário, podem sofrer fraturas extensas levando a necessidade do tratamento de canal ou, até mesmo, a extrações dentárias. O tratamento odontológico de pacientes com HMI engloba desde orientações, acompanhamentos e estratégias profiláticas até procedimentos restauradores de alta complexidade.

A busca por um tratamento interdisciplinar e baseado em evidências científicas norteia a equipe de odontopediatria da INNOVARAKIDS. Temos a certeza de que a prevenção e a busca da saúde na infância podem ter um efeito transformador.

Referências Bibliográficas:

WEERHEIJM, K. L.; JALEVIK, B.; ALALUUSUA, S. Molar-incisor hypomineralisation. Caries Res., v. 35, n. 5, p. 390-391,
Sep-Oct 2001. Disponível em: < http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11641576 >

ALALUUSUA, S. Aetiology of Molar-Incisor Hypomineralisation: A systematic review. Eur. Arch. Paediatr. Dent., v. 11, n. 2, p. 53-58, Apr 2010. Disponível em: < http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20403298 >.

SOVIERO, V. et al. Prevalence and distribution of demarcated opacities and their sequelae in permanent 1st molars and incisors in 7 to 13-year-old Brazilian children. Acta Odontol. Scand., v. 67, n. 3, p. 170-175, 2009. Disponível em: < http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19253064 >.

JALEVIK, B.; KLINGBERG, G. A. Dental treatment, dental fear and behaviour management problems in children with severe enamel hypomineralization of their permanent first molars. Int. J. Paediatr. Dent., v. 12, n. 1, p. 24-32, Jan 2002. Disponível em: <http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11853245 >.



Resp. Técnica: Dra. Tatiana Franco
CRO RJ 21630 | EPAO 369


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