Não é mais novidade para ninguém que o uso dos lasers de baixa e alta potência nas diversas especialidades da odontologia, proporcionam inúmeros benefícios aos tratamentos convencionais.

“Como qualquer tecnologia, é necessário que o dentista passe por uma curva de aprendizagem e tenha um mínimo de conhecimento para utilizá-lo no dia a dia clínico. Estudar e acompanhar os novos protocolos baseados na literatura científica atual também farão a diferença nos resultados clínicos e na saúde do nosso paciente”, afirma a Doutorara Tatiana Franco @dratatianafranco, expert no assunto.

Sempre escutamos a pergunta: qual o tipo de laser deve ser indicado no meu caso?

Antes de mais nada, uma boa anamnese e avaliação clínica são estratégicas para o correto diagnóstico e um plano de tratamento adequado com laser. Seja na terapia de Fotobiomodulação ou laserterapia, onde é usado o Laser de baixa potência ou numa cirurgia realizada com o Laser de alta potência.

Sabendo disso, vamos conhecer quais são os tratamentos a laser existentes
dentro da área odontológica!

O laser de Diodo de BAIXA POTÊNCIA, atua nas células, dos diferentes tecidos, proporcionando efeitos analgésicos, modulação da inflamação, da reparação tecidual e antimicrobianos. Em fungos, bactérias e vírus, são percebidos através da terapia fodinâmica antimicrobiana aPDT em que é associado um corante fotossensível que absorve a luz laser, provocando a morte celular. Dentre as principais indicações da laserterapia podemos citar:

👉 Estomatite infantil: lesões herpéticas na cavidade bucal causadas por vírus;
👉 Mucosite Oral: inflamação das mucosas da boca e/ou trato gastrointestinal semelhantes a aftas, oriundas dos tratamentos oncológicos;
👉 Xerostomia: sensação de boca seca devido a secreção insuficiente ou nula de saliva na boca;
👉 Aftas e Herpes: lesões na cavidade oral que causam muita dor;
👉 Dores orofaciais: acometem a região da boca, face, cabeça e pescoço, e apresentam causas diversas;
👉 Parestesia: sensações de formigamento, frio, calor, agulhadas e pressões em locais sem estimulação;
👉 Paralisia Facial: remete à perda de movimentos da face;
👉 Hipersensibilidade: dentes sensíveis à alimentos e bebidas geladas ou quentes;
👉 Trismo: pequena abertura bucal por paralisação involuntária dos músculos mastigatórios;
👉 Doenças autoimunes: Lesões de líquen plano, pênfigo, penfigóide bolhoso e outras, podendo estar presentes em toda a boca;
👉 Após cirurgias periodontais, remoção de dentes, colocação de implantes e outras.

O laser de Diodo de ALTA POTÊNCIA atua cortando e vaporizando tecidos moles, substituindo o bisturi em cirurgias sem sangramento, menos dor no pós-operatório e rápida cicatrização, diminuindo assim a ingestão de medicamentos. Dentre as principais indicações do laser cirúrgico, podemos citar:

👉 Frenectomia: consiste em cortar/remover o freio labial ou lingual;
👉 Gengivoplastia: elimina o excesso de tecido gengival;
👉 Biópsias: procedimento cirúrgico que consiste em colher amostras de tecidos ou células para estudo em laboratório;
👉 Cirurgia pré-protética: Prepara a região ao redor do dente que receberá uma prótese;
👉 Redução microbiana: reduz bactérias em cirurgias, nos tratamentos de periodontia e endodontia;

👉 Lesões incipientes de cárie (manchas brancas).

✨Agora que você já sabe um pouco mais sobre os Lasers de Diodo, em breve falaremos sobre o Laser de Erbio: YAG, que remove cárie e corta tecido duro(osso), além de outras aplicações.

⚠️ A dica é sempre a mesma: procure sempre um dentista atualizado e que utilize os lasers na sua prática clínica.
⚠️ Os tratamentos com Lasers precisam ser indicados com muita seriedade e conhecimento.
⚠️ Exija isso do seu dentista! A tecnologia precisa fazer parte do seu tratamento e do seu bem-estar.


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Sim! Portanto, leia com atenção!

O bruxismo em crianças tem se tornado uma preocupação crescente nos últimos anos, relacionado á vida moderna e atribulada. É definido como uma atividade involuntária e repetitiva dos músculos mastigatórios, caracterizada por apertar ou ranger os dentes. Pode ser de dois tipos: do sono (noturno) ou da vigília, quando o paciente está acordado.

A prevalência do Bruxismo do Sono na população infantil varia atualmente de 5,9% a 49,6% e o diagnóstico é feito por meio de relatos de pais e/ou responsáveis, exame clínico e exame de polissonografia.

Quais os fatores associados?

Vários fatores podem estar associados ao Bruxismo infantil:

– Estresse
– Doenças Neurológicas
– TDAH (Transtorno do déficit de atenção)
– Refluxo
– Genética (21 a 50%)
– Alguns Fármacos
– Obstrução das Vias Aéreas Superiores
– Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono
– Hábitos para dormir (luzes e barulhos)

Quais as consequências do Bruxismo do Sono?

– Desgaste e/ou fraturas dos dentes
– Presença ou não de mobilidade dentária
– Dor na articulação temporomandibular
– Dor de cabeça
– Fadiga ou Hipertrofia dos músculos mastigatórios

O bruxismo do sono está entre as condições clínicas odontológicas que motivam a procura ao Odontopediatra, sendo muitas das vezes a queixa principal. O hábito parafuncional impacta negativamente a qualidade de vida da criança e da família, compromete o período de sono de ambos, além de estar associado a outras alterações.

O Bruxismo do sono infantil é uma desordem do sono que gera muita preocupação aos pais/responsáveis e pode causar sérios danos às estruturas orofaciais se não for controlado.

Existe tratamento para o Bruxismo Infantil?

Atualmente, existem diversos tipos de tratamentos propostos para esta desordem, tais como o uso de placa oclusal, a higiene do sono, uso de medicamentos, ortopedia facial, toxina botulínica, homeopatia e terapias comportamentais. Todas focadas em controlar o Bruxismo do Sono, que envolve uma abordagem interdisciplinar.

Não há ainda evidência científica disponível acerca do melhor tratamento para esta alteração, mas torna-se necessário que o dentista tenha conhecimento das características, saiba diagnosticar e, ao menos, encaminhar o paciente.

A higiene do sono e as técnicas de relaxamento parecem melhorar a desordem, devendo ser considerada a primeira linha na abordagem do paciente com Bruxismo do Sono, pois não é invasiva, é de fácil execução e parece melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Quem deve acompanhar a criança com Bruxismo do Sono?

O Odontopediatra é o especialista que detém conhecimento aprofundado e é capaz de eleger sempre o melhor tratamento/controle para o paciente, favorecendo o prognóstico da criança e de seus familiares.

Por ser uma desordem de origem do sistema nervoso central, o Bruxismo do Sono não tem cura, mas tem controle! E o Odontopediatra deve acompanhar de perto, prevenindo e gerenciando as consequências durante todo o crescimento e o desenvolvimento da criança.


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setembro 18, 2020 Saúde e bem-estar

O Bruxismo e a Apneia são distúrbios que prejudicam a noite de descanso de muitas pessoas, podendo apresentar grandes prejuízos na qualidade do sono e, também, nas estruturas dos dentes e do aparelho estomatognático.

Acredita-se que ambos os distúrbios apresentam algumas causas em comum, como: estresse, ansiedade e depressão. Os transtornos também podem ocorrer simultaneamente.

É importante que um correto diagnóstico seja realizado, pois o tratamento do bruxismo pode, muitas vezes, piorar o quadro de apneia, dificultando ainda mais a respiração e aumentando o ronco.

Saiba mais sobre cada distúrbio

Apneia do sono

Ocorre devido a vários fatores: os músculos da garganta e a língua relaxam mais que o normal; amígdalas e adenóides grandes e outros. O  excesso de peso pode resultar num espaço menor para a passagem do ar na boca e garganta, influenciando na respiração. Esta é interrompida porque as vias aéreas colapsam, impedindo que o ar chegue até os pulmões. Um dos sintomas mais comuns é o ronco muito alto e o excesso de sono durante o dia, prejudicando a produtividade no trabalho. A explicação para isto são as interrupções do sono causadas pela falta do oxigênio.

Outros sintomas muito comuns são: acordar com a sensação de sufocamento, sentir-se ofegante, com dor no peito, bem como a sensação de boca seca ou dor de garganta pela manhã.

A doença aumenta a probabilidade de desencadear o infarto do miocárdio, hipertensão, diabetes dentre outras doenças graves.

O exame de Polissonografia deve ser indicado, caso apresente algum sintoma relacionado à Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono, a fim de se confirmar o diagnóstico e iniciar o quanto antes o tratamento.

O tratamento deve incluir mudanças no estilo de vida, como perda de peso e o uso de um dispositivo de assistência respiratória durante a noite.

Bruxismo do sono

É uma atividade repetitiva e involuntária, caracterizada pelo apertar ou ranger dos dentes, podendo ocorrer durante o dia ou durante o sono.

As consequências deste distúrbio são desgastes e destruição dos dentes, dor e ruídos articulares como estalidos e crepitações, dores de cabeça, problemas periodontais e outros.

Atinge não só a população adulta como também a infantil com alta prevalência.

Um dos recursos  indicados para o tratamento é o uso de placas interoclusais rígidas de acrílico, moldadas de acordo com o formato da arcada dentária e que  ajudam a restringir os movimentos dos músculos mastigatórios e a reduzir o atrito que provoca o desgaste dos dentes e dos tecidos periodontais.

A terapia de fotobiomodulação com o laser de baixa potência e a aplicação de botox na musculatura envolvida em caso de dor, apresentam ótimos resultados e na maioria das vezes são complementares ao uso das placas interoclusais. Também existem hoje, aplicativos de celular que podem ajudam a desencostar os dentes durante dia, minimizando os riscos.

Lembrando sempre que: o Bruxismo é multifatorial, com o estresse e/ou a ansiedade geralmente presentes, podendo a Psicoterapia ser mais uma boa abordagem terapêutica no controle desses sintomas.O correto diagnóstico é sempre fundamental a fim de se definir qual a melhor conduta a ser tomada em cada caso individualmente.

RECOMENDAÇÕES:
– Se perceber qualquer sinal ou sintoma relacionado ao Bruxismo ou a Apneia do Sono, procure logo um especialista em Dor Oro Facial e DTM;
– Pratique exercícios físicos diariamente, pois eles ajudam a controlar a ansiedade e o estresse, que podem favorecer o apertamento dos dentes;
– Um estilo de vida saudável colabora para manter a saúde física e mental e a prevenir muitas doenças sistêmicas;
– A meditação e a psicoterapia também podem ser uma boa estratégia para controlar os sintomas.

A Innovara é referência na prevenção e tratamentos odontológicas  apresentando uma visão interdisciplinar com foco no acolhimento, cuidado e saúde global de gestantes, bebês, crianças, adultos, adolescentes e idosos.


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outubro 19, 2018 Saúde e bem-estar

O bruxismo é uma desordem funcional que se caracteriza pelo ranger dos dentes enquanto se dorme ou apertar os dentes em vigília.  Não é um problema recente na civilização: a tendência de ranger os dentes associada a problemas psíquicos acusa registros históricos primitivos.

É considerado muito comum nos dias de hoje, observado em todas as faixas etárias e  com semelhante prevalência entre homens e mulheres. Crianças que apresentam outras parafunções como – morder objetos e apertar os dentes em vigília – parecem ser  mais susceptíveis ao bruxismo noturno.

A causa do bruxismo é multifatorial podendo haver associação de fatores locais, psicológicos, sistêmicos ou ocupacionais e genéticos. O estresse, a tensão e a ansiedade relacionados frequentemente à atual vida moderna, parecem ser fatores bastante impactantes na população em geral.

O bruxismo é responsável pelos desgastes dentários, restaurações fraturadas e deslocadas, fraturas dentais, problemas periodontais, dores musculares, problemas articulares e próteses destruídas.

A dor de cabeça é o sintoma mais comum, mas podemos encontrar também com freqüência, dor e zumbido no ouvido, dor no pescoço, na mandíbula e nos músculos da face, estalos ao abrir e fechar a boca e alterações do sono.

Geralmente, o diagnóstico só é feito quando se procura uma assistência médica ou odontológica devido à  presença dos sintomas.

A forma de tratamento mais empregada para o alívio dos sinais e sintomas da disfunção músculo articular associada ao bruxismo é o uso de placas interoclusais, que ajudam a restringir os movimentos dos músculos mastigatórios e a reduzir o atrito que provoca o desgaste dos dentes.

O diagnóstico precoce e a instituição de um plano de tratamento específico, associado ou não a qualquer outro  tratamento,  devem ser  fundamentais  para a preservação dos dentes e a melhora da qualidade de vida em todas as idades.

Dra. Tatiana Franco – CRO RJ 21630 – Periodontia e Implantodontia
Dra. Fernanda Rodrigues – CRO RJ 39339 – Odontologia Estética


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A Fotobiomodulação, também chamada de laserterapia, tem acumulado, nas últimas décadas, evidências científicas importantes sobre os efeitos celulares e aplicações nas diversas áreas médicas e na Odontologia. Consiste na absorção da Luz pelas mitocôndrias das células presentes nos diversos tecidos, restabelecendo a saúde em doses terapêuticas. Existem estudos há mais de 30 anos e já é uma realidade em nosso dia-a-dia clínico. A falta de formação e conhecimento nesta atraente área do Laser, mostra ainda, alguns profissionais se negando a utilizá-lo, baseado em preconceitos e não em evidências científicas.

Entender qual efeito a Luz Laser causa nos diferentes tecidos biológicos nas diversas áreas da odontologia, como na periodontia, estomatologia, ortodontia, implantodontia, odontopediatria, e explorar as bases celulares e moleculares desses efeitos não se discute mais hoje. A grande questão é saber qual laser e qual a dose de energia entregar nos diferentes casos clínicos, ofertando melhores resultados e um maior cuidado à todos os pacientes.

O desenvolvimento das pesquisas dos lasers em odontologia encontrou uma importante aplicação do laser de baixa potência em pacientes submetidos à quimioterapia e/ou radioterapia de cabeça e pescoço e transplante de medula óssea, no tratamento preventivo e curativo da mucosite oral. Tem sido cada vez mais incorporada na área médica, trazendo importante melhora na qualidade de vida do paciente oncológico.

A Fotobiomodulação/Laserterapia apresenta uma série de mecanismos de ação para controle da dor, modulação do processo inflamatório e reparo, envolvendo o aumento da microcirculação local, angiogênese, vasodilatação, inibição de mediadores inflamatórios, ativação das células de defesa, efeitos antioxidantes e aceleração da cicatrização.Todos esses benefícios já são hoje uma realidade na melhora da qualidade de vida dos pacientes de todas as idades.

A grande questão é saber qual tipo de laser usar e qual dose de energia entregar para cada situação clínica a fim de favorecer os resultados e oferecer um cuidado a mais para todos os pacientes. Assim, diante de tantas evidências científicas e bons resultados clínicos e biológicos da laserterapia em cada um que busca ajuda, podemos utilizar essa tecnologia como um grande “Bem a favor da saúde”, tornando-nos melhores e únicos para os nossos pacientes.

Dra. Tatiana Franco
– Especialista em Periodontia-UFRJ e Implantodontia – UNIGRANRIO
-Mestra em Odontologia (Periodontia) – UVA/ RJ
-Habilitada em Laser – LELO-USP/CFO
-Pós-Graduada em Odontologia Oncológica – Instituto de Pesquisa Sírio
Libanês/SP
– Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Periodontia (SOBRAPE) e da
International Academy of Lasers in Dentistry (IALD)
-Diretora da INNOVARA-Odontologia Moderna

Ref.Bibl:
1- Low level laser therapy against radiation induced oral mucositis in elderly head and neck cancer patients-a randomized placebo controlled trial. J Photochem Photobiol B. 2015 Mar;144:51-6.Gautam AP, Fernandes DJ
2- The effects of lw level laser irradiation on gingival inflamation.Photomed Laser surg.2010;28(1):69-74 Pejcic A, Kojovic D, Kesic L
3-1- Systematic review of laser and other light therapy for the management of oral mucositis in cancer patients. Support Care Cancer (2013) 21:333–341


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A cárie pode ser transmitida ao bebê?

A cárie dentária é uma doença multifatorial biofilme-açúcar dependente considerada um desequilíbrio conhecido como disbiose. Hoje em dia, a cárie, não é mais considerada uma doença infecciosa e transmissível. Na verdade, os hábitos de higiene e a dieta da família são incorporados na rotina da criança e estes fatores, sejam eles bons ou ruins, serão transmitidos. Por esse motivo, sabe-se que não faz sentido algum orientar mães que evitem o compartilhamento de utensílios com os bebês (testar a temperatura do alimento com a mesma colher) e que restrinjam afeto e carinho acreditando que a cárie será prevenida. O mais importante é transmitir ao bebê hábitos saudáveis, incentivar o consumo de alimentos naturais, e não fazer o uso do açúcar nos dois primeiros anos de vida, para que o seu desenvolvimento seja completo e pleno.

Então devo me preocupar o mais cedo possível em limpar a boca do bebê?

Não. Em bebês que ainda não têm dentes e que fazem uso do aleitamento materno, não há a necessidade de manusear e limpar dentro de sua boca. O uso de gaze, dedeiras, fraldas limpas e soluções líquidas para manusear a boca do bebê são desnecessários, uma vez que não há na literatura científica nenhuma evidência que suporte essa prática por parte do dentista ou do núcleo familiar.

Quando e como devo realizar a escovação dos dentes do meu bebê?

A higiene bucal deve ser realizada quando o primeiro dente do bebê irromper. O ideal é que seja realizada com a escova de dentes de cerdas macias e cabeça pequena, usando uma quantidade mínima(um grãozinho de arroz) de pasta de dentes fluoretada contendo flúor acima de 1000 ppm. Cremes dentais com menor concentração de flúor não possuem efeito preventivo nem terapêutico contra a cárie dentária.

Referências

Feldens, C.A. e Kramer, P.F. Cárie dentária na infância–Uma abordagem contemporânea. Ed. Santos. 2013.
Corrêa, M.S.N.P. Odontopediatria na primeira infância. Ed. Santos. 3ed. 2011.
Oliveira, B. H.; Santos, A. P. P.; Nadanovsky, P. Uso de dentifrícios fluoretados por pré-escolares: o que os pediatras precisam saber?  Residência Pediátrica 2012;2(2):12-9.

Equipe INNOVARAKIDS
Dra. Patrícia Tannure
Odontopediatra, Mestre e Doutora em Odontopediatria (UFRJ)
Prof. da UVA e SLM(RJ)


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julho 2, 2018 Saúde e bem-estar

Aproveitando a chegada do mês de outubro e com ele a campanha do Outubro Rosa,  que apoia  a conscientização e a luta contra o câncer de mama e o compartilhamento de informações necessárias à prevenção e ao diagnóstico precoce da doença, a Dra. Tatiana Franco, escreveu este artigo,  pensando não somente na Saúde da Mulher , mas de todo paciente diagnosticado com Câncer.

 

A cada dia, as pesquisas científicas vem demonstrando a necessidade do paciente ser  acompanhado por um dentista especializado antes, durante e após a Quimio, Radioterapia em cabeça e pescoço e Transplante de medula óssea, a  fim de se prevenir possíveis complicações e  agravos bucais, compremetendo não só, a qualidade de vida do paciente, como também o resultado do tratamento.

Os principais efeitos adversos da terapia antineoplásica na cavidade bucal são o aparecimento de lesões inflamatórias e infecciosas – mucosite oral , doença do enxerto contra o hospedeiro, candidíase oral, herpes e cáries de radiação – além de necroses ósseas como a osteonecrose e a osteorradionecrose. Alterações salivares e xerostomia também são muito prevalentes,  levando às doenças cárie e periodontal e predispondo as mucosas ao aparecimento de lesões. É muito importante que o dentista avalie a chance do desenvolvimento de xerostomia, mediante a terapia escolhida e que medidas para prevenção e controle sejam ofertadas . Segundo a Dra. Tatiana, o objetivo principal é contribuir ao máximo com o bem-estar e a qualidade de vida do paciente e com o resultado do tratamento.

A mucosite Oral é a mais prevalente lesão inflamatória nas mucosas da boca e que deve ser prevenida antes que se torne severa,  com a instituição da Fotobiomodulação (laserterapia), tratamento com comprovação científica e muito eficaz no controle do aparecimento e da severidade das lesões.

A Fotobiomodulação utiliza a Luz entregando energia  diretamente às células teciduais que sofrerão injúria durante a Quimioterapia e Radioterapia, possibilitando o controle da inflamação, dor e da reparação tecidual. As lesões ulceradas podem gerar infecções sistêmicas, dificuldade de comer, engolir e até de falar, prejudicando muito  o tratamento e a qualidade de vida do paciente.

Sendo assim, o profissional  inovador  deve integrar o atendimento interdisciplinar, discutindo com médicos e outros especialistas, qual o melhor tratamento odontológico a ser eleito antes, durante e após o tratamento do câncer, somando competências no cuidado com a saúde global do  paciente oncológico.

Ref. Bibl.

– Systematic review of basic oral care for the management of oral mucositis in cancer patients Deborah B. McGuire & Janet S. Fulton & Jumin Park & Carlton G. Brown & M. Elvira P. Correa & June Eilers & Sharon Elad & Faith Gibson & Loree K. Oberle-Edwards & Joanne Bowen & Rajesh V. Lalla & On behalf of the Mucositis Study Group of the Multinational Association of Supportive Care in Cancer/International Society of Oral Oncology (MASCC/ISOO) Support Care Cancer (2013) 21:3165–3177.

.- Lalla RV, Bowen J, Barasch A, Elting L, Epstein J, Keefe DM, et al. Mucositis Guidelines Leadership Group of the Multinational Association of Supportive Care in Cancer and International Society of Oral Oncology (MASCC/ISOO). MASCC/ISOO clinical practice guidelines for the management of mucositis secondary to cancertherapy. Cancer 2014;15;120(10):1453-61.

Dra. Tatiana Franco

-Especialista (UFRJ) e Mestranda em Periodontia(UVA)
-Especialista em Implantodontia(Unigranrio)
-Habilitada em Laser (USP-SP) e Pós-graduada em Odontologia Oncológica (Instituto de pesquisa Sírio Libanês-SP)


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junho 26, 2018 Saúde e bem-estar

Como sabemos, todo esportista precisa levar uma vida saudável, cuidar dos hábitos alimentares e ter um bom condicionamento físico. E a saúde bucal não poderia ficar fora desse contexto, tornando-se também essencial para uma boa performance. A avaliação de um Dentista com uma visão holística, preocupado com o rendimento do atleta, deve se  fazer presente, considerando que  a prevenção e o tratamento de lesões e doenças do sistema estomatognático  podem interferir e  comprometer o desempenho físico e psicológico do esportista.

Os atletas também podem apresentar algumas alterações que prejudicam sua saúde e seu desempenho, tais como: síndrome do respirador bucal, má oclusão; periapicopatias, má higiene bucal, disfunção da articulação temporomandibular e postura, cáries, dentes inclusos, reabsorções alveolares, bolsas periodontais e raízes residuais.Quando estão presentes infecções periodontais, endodônticas e pericoronarites, o importante é diagnosticar o mais rápido possível e resolver logo o problema.

Assim, um bom atendimento odontológico multidisciplinar pode ajudar muito no rendimento dos  atletas, atuando em todas as áreas da odontologia e incluindo sempre a confecção  de protetores bucais, que devem  ser ajustados  pelo profissional especializado.

Para os atletas que praticam esporte de contato, é fundamental o uso de protetores bucais que atuam protegendo os dentes de fraturas ou avulsões e prevenindo lesões nas bochechas, língua e lábios. Para a Academia Norte-Americana de Odontologia Desportiva, o uso de protetores bucais na prática esportiva pode reduzir  em até 80% o risco de perda dentária, situação esta, considerada grave.

Diante do fato, vale a pena pensar! O atleta que visa uma melhora em seu desempenho e a preservação da sua saúde, deve incluir em sua rotina, visitas periódicas a um dentista que tenha uma visão de saúde global. Planejar o tratamento é fundamental, já que, cuidados diferenciados devem ser tomados, respeitando medicações sujeitas à  doping positivo, tabelas e calendários de treinos e competições.

O que difere um tratamento odontológico em  atleta de alto rendimento é a  velocidade,  pois os atletas mudam de clube com frequência, viajam muito e não têm tempo de comparecer às consultas, necessitando de uma equipe que agilize o tratamento nas diversas especialidades odontológicas.

Em tempos de Olimpíadas, lembremos sempre da importância de uma boa saúde bucal proporcionando Saúde e qualidade de vida a Você, atleta ou esportista amador .

Dra. Tatiana Franco
Especialista em Periodontia(UFRJ) e Implantodontia(UNIGRANRIO)
Habilitada em laser (USP-CFO) e pós-graduada em atendimento de pacientes oncológicos(Instituto de pesquisa Sírio Libanês-SP)
Mestranda em odontologia (Periodontia) – UVA/RJ
Membro efetivo da SOBRAPE e WFLD

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Resp. Técnica: Dra. Tatiana Franco
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